Beleza em tudo no mundo
Às vezes não sei se te agradeço ou se te odeio. Ao mesmo tempo que me tirou o sentimento de paixão, me devolveu ao bolo de emoções que eu sou. Ontem, dormi chorando. Hoje, já voltei a ver beleza em tudo no mundo.
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Sobre a escrita
Ultimamente eu venho tentando alongar meus textos. Sabe, eu quero um dia escrever um romance. Mas é como eu expliquei no Ato Sexual do Escritor: o texto sabe onde deve parar. Ele simplesmente pára, chega uma hora que não tem mais fôlego… E alongar começa a ser descaracterizar.
Às vezes eu simplesmente ainda não estou pronta.
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Tags: escrita
O hipopótamo do governador
Durante uma coletiva de imprensa, o governador estava atarefado. Apressado e sem tempo para nada, de repente ouviu um pedido:
- Sr. governador, por favor, desenha um hipopótamo pra mim?
Ele estranhou. Como assim, um homem tão sério como ele receber um pedido assim tão sem cabimento? Onde já se viu governador desenhar hipopótamo?
Foi então que parou para pensar e percebeu que não sabia desenhar um hipopótamo. Por isso mesmo, aceitou o desafio.
Pegou a folha de papel meio sem jeito, empunhou sua mont-blanc ainda mais sem jeito e rabiscou na folha. – Não sei desenhar um hipopótamo –, disse, sério, ao rapaz que fez o pedido inusitado.
Entregou o papel ao jovem, que foi embora feliz com o rabisco que deveria ser um hipopótamo. Mas o governador não conseguiu esquecer aquele acontecimento improvável.
Voltou para casa. Tentou se concentrar em suas tarefas, mas de tempo em tempo pensava no ocorrido. “Como assim, fazer um hipopótamo? Um governador, como eu, desenhando hipopótamo. Humpf”. Mesmo desdenhando o fato, algo o incomodava. Ele realmente não sabia desenhar.
Sentou-se em sua escrivaninha de mogno e pôs-se a desenhar. Desenhou sem parar. Rabiscava e jogava a folha no lixo. “Não, isso não é um hipopótamo”. Passou a noite em claro. Ele tinha um cargo tão importante, era um homem tão sério. Era um governador. Mas seus hipopótamos insistiam em sair parecidos com dois balões de criança.
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O que inspirou esse post foi o desenho de um hipopótamo que Geraldo Alckmin fez para o blog http://hipopotamozine.blogspot.com/
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Tags: brisa, conto, crônica
Fragmento de uma história
Existem pessoas que são fáceis de lidar. Elas não se posicionam nem muito contra, nem a favor. Têm sorriso fácil e em pouco tempo de conversa já é possível decifrá-las.
Existem também as outras pessoas. Aquelas mais complicadas, que possuem um buraco dentro de si tão grande que parece sugar tudo em volta.
Mariana era assim, uma das outras pessoas. Ao mesmo tempo que mordia minha boca de maneira apaixonada, me puxava de um jeito tão forte para si que parecia que ela queria que eu mergulhasse naquela imensidão negra.
Ela possuía um mundo dentro de si. Parecia sempre me pedir para que eu entrasse nele e tentasse entender todas as coisas que estavam ali. Mas essa imensidão não era um buraco negro, que engole e destrói tudo. Era apenas alguma coisa profunda, que se refletia em seus olhos e acabava se esparramando também pelos seus gestos e modos. Ela era imã. Atraía as pessoas, mas algumas não sabiam bem o que fazer com aquela atração.
Mariana era mais do que mostrava. Era mais do que sabia e mais do que podia entender. E por isso precisava de alguém que mergulhasse nela. Por isso que me pedia, entre gemidos, todas as noites:
- Não me deixe, não me deixe.
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Tentei escrever como um homem mas acho que não rolou.
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Mais um
Esse blog aqui demora para ser atualizado porque o processo para criação de textos é mais lento… Tenho que esperar a inspiração chegar para postar algo legal, e todo mundo sabe que a Inspiração não é lá muito generosa…
Então, resolvi criar outro blog, só de crônicas. Quem quiser conferir, vai lá.
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A hora da edição
É chegada a hora da edição. Frases inteiras somem, palavras são substituídas, parágrafos mudam de lugar. O texto vai tomando forma. Ainda não se sabe bem ao certo de onde veio, mas é certeza de que está aqui e que vai levar a algum lugar. Se fosse uma folha ao invés do computador, o processo todinho se denunciaria. Idéias pensadas de último minuto estariam encaixadas num cantinho quase inexistente de papel, acentos riscados mostrariam a falta de um corretor ortográfico. Desenhos, buracos provocados por uma caneta furiosa e quem sabe, até lágrimas, provariam que o parto da criança foi doloroso.
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Este parágrafo era uma parte do texto anterior que eu acabei tirando na parte da edição.
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O ato sexual do escritor
Estou sentada na cadeira. A tela branca do monitor me encara, dura. Não sei se consigo vencê-la. Melhor me preparar. Arial, 1,5 de espaçamento. Ok, tudo prontinho. Agora é só começar. Mas começar o quê?
Cada palavra é uma conquista. Sobre o que escrever? Mas qual o jeito certo? Será que essa frase ficou boa? E essa metáfora? É inteligente? Convincente? Ou melhor, talvez comovente? Será que vão entender?
O ato de escrever é natural ao ser humano. É como sexo. Do nada, vem aquela vontade. Aí, a mão entra em um ritmo louco, acompanhando o fluxo rápido do pensamento, que por sua vez acompanha as sensações e os impulsos. Tenho que escrever, escrever, escrever, vai, vai, vai, vai! Aaahhh…
De repente, o ritmo muda. Os movimentos ficam mais lentos, mais preguiçosos… as mãos não se mexem mais como se tivessem vida própria, os pensamentos não escapam mais ao controle. Não adianta forçar, o escritor já gozou. “Foi bom pra você?”. Não sei. Só vou saber mesmo na manhã seguinte, quando estiver tudo às claras. Agora é hora de dar boa noite e dormir.
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Condição humana
Tudo é doce e salgado.
A condição humana é uma merda.
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Imagem quebrada
É muito chato quando você tem uma imagem construída em cima de uma coisa e, quando você vai ver, não era nada daquilo que você estava pensando.
Sábado eu fui no show do Cansei de Ser Sexy no festival Planeta Terra e me surpreendi com a apresentação da banda. Nem parecia a mesma banda de 2004/2005, quando a Lovefoxxx entrava drogada no palco, caía no chão, e você ficava com mais dó da banda do que curtia o show. Não, dessa vez eles quebraram tudo, a pista virou uma balada gigante, foi fantástico! E olha que eu só peguei duas músicas: Music is my Hot Hot Sex e Let’s Make Love and Listen Death from Above, que eu AMO.
Manja aquelas músicas que você ouve várias vezes seguidas pra ficar na cabeça? Como tipo, pra pegar o significado?? É mais ou menos como se vc quisesse que a música entrasse em você, sei lá. Pois bem… Let’s Make Love era uma música dessas pra mim. ERA.
Eu sempre pensei: “Nossa, como assim, fazer amor e ouvir a morte, que coisa doida!!”. Eu achava que tinha um significado daqueles que vc não entende mas entende, entende? Pra mim era uma poesia, pq listen death from above era algo meio nonsense… muito mais com Let’s make love antes. Pensava que eles eram fodões pq conseguiram imaginar uma frase dessas.
Mas aí, vou hj ver o dj set do Milo, e vejo que ele tocou na última festa uma banda chamada “Death from Above”. Pronto. A frase que para mim era encantada virou: vamos fazer amor e ouvir aquela musiquinha legal lá.
Merda.
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Tags: css, death from above, let's make love, música
Sonho bizarro
Hoje uma coisa deveras bizarra aconteceu quando acordei (não, não é nada disso, safadinho).
Sempre programo o despertador para às 7h30, acordo sem sono, penso “que merda, vou trabalhar”, fico com preguiça, durmo, acordo às 8h00, penso “que merda, vou trabalhar”, e vejo que estou atrasada. Até aí, beleza, nada de diferente. Mas hoje eu acordei às 8h00 com muito sono e dormi sentada na cama. Ai acordei denovo, umas 8h15, e estava revigorada! Acontece que eu sonhei com as 7 piores profissões do mundo. Não lembro todas, mas eram naquele naipe que acaba com suas esperanças e ideais de adolescente. Tinha lixeiro, operador de telemarketing, domador de leões e por aí vai. Enfim, acordei feliz por ser assessora de imprensa, que também acaba com seus ideais mas, pelo menos, é limpinha.
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Tags: sonhos imbecis
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