Estou sentada na cadeira. A tela branca do monitor me encara, dura. Não sei se consigo vencê-la. Melhor me preparar. Arial, 1,5 de espaçamento. Ok, tudo prontinho. Agora é só começar. Mas começar o quê?
Cada palavra é uma conquista. Sobre o que escrever? Mas qual o jeito certo? Será que essa frase ficou boa? E essa metáfora? É inteligente? Convincente? Ou melhor, talvez comovente? Será que vão entender?
O ato de escrever é natural ao ser humano. É como sexo. Do nada, vem aquela vontade. Aí, a mão entra em um ritmo louco, acompanhando o fluxo rápido do pensamento, que por sua vez acompanha as sensações e os impulsos. Tenho que escrever, escrever, escrever, vai, vai, vai, vai! Aaahhh…
De repente, o ritmo muda. Os movimentos ficam mais lentos, mais preguiçosos… as mãos não se mexem mais como se tivessem vida própria, os pensamentos não escapam mais ao controle. Não adianta forçar, o escritor já gozou. “Foi bom pra você?”. Não sei. Só vou saber mesmo na manhã seguinte, quando estiver tudo às claras. Agora é hora de dar boa noite e dormir.

3 comments
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Outubro 16, 2008 às 2:27 pm
Alex Ferreira
Cara, esta definição do ato de escrever foi a melhor que já li, digno dos grandes poetas, Nelson, Vinícius, Tom e tantos outros que eu gosto, parabéns pelo texto.
Forte abraço. Alex
Outubro 23, 2008 às 10:21 am
Baioneis
muito foda isso que você escreveu!!
aliás, muitas coisas boas aqui!
Desculpa me intrometer assim no seu mundo, mas é que te achei no blip e fiquei curioso pra ver o site do link que esta lá.
até mais.
Outubro 24, 2008 às 11:46 am
Sofia
vi seu blog no perfil blip, e gostei do que li…
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