Existem pessoas que são fáceis de lidar. Elas não se posicionam nem muito contra, nem a favor. Têm sorriso fácil e em pouco tempo de conversa já é possível decifrá-las.
Existem também as outras pessoas. Aquelas mais complicadas, que possuem um buraco dentro de si tão grande que parece sugar tudo em volta.
Mariana era assim, uma das outras pessoas. Ao mesmo tempo que mordia minha boca de maneira apaixonada, me puxava de um jeito tão forte para si que parecia que ela queria que eu mergulhasse naquela imensidão negra.
Ela possuía um mundo dentro de si. Parecia sempre me pedir para que eu entrasse nele e tentasse entender todas as coisas que estavam ali. Mas essa imensidão não era um buraco negro, que engole e destrói tudo. Era apenas alguma coisa profunda, que se refletia em seus olhos e acabava se esparramando também pelos seus gestos e modos. Ela era imã. Atraía as pessoas, mas algumas não sabiam bem o que fazer com aquela atração.
Mariana era mais do que mostrava. Era mais do que sabia e mais do que podia entender. E por isso precisava de alguém que mergulhasse nela. Por isso que me pedia, entre gemidos, todas as noites:
- Não me deixe, não me deixe.
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Tentei escrever como um homem mas acho que não rolou.

2 comments
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Novembro 13, 2008 às 6:30 pm
Meissa
Uau!! Tem uma música da Leila Pinheiro que ela canta “me invade, por favor”. É raro encontrar pessoas assim. Minto. É difícil encontrar alguém que assuma essa vastidão interior e a explorar e se deixe explorar.
Carol, vc curte o MIX BRASIL? começou hoje eu acho.
ah, recomendo o site http://www.abcles.com.br
bjs
Novembro 24, 2008 às 3:41 pm
eudouparaidiotas
E você tem técnicas para escrever, o que é muito mais chique!
Tou mesmo tentando escrever com as novas regras. Mas eu era mais feliz num mundo com tremas