Esse blog aqui demora para ser atualizado porque o processo para criação de textos é mais lento… Tenho que esperar a inspiração chegar para postar algo legal, e todo mundo sabe que a Inspiração não é lá muito generosa…

Então, resolvi criar outro blog, só de crônicas. Quem quiser conferir, vai lá.

É chegada a hora da edição. Frases inteiras somem, palavras são substituídas, parágrafos mudam de lugar. O texto vai tomando forma. Ainda não se sabe bem ao certo de onde veio, mas é certeza de que está aqui e que vai levar a algum lugar. Se fosse uma folha ao invés do computador, o processo todinho se denunciaria. Idéias pensadas de último minuto estariam encaixadas num cantinho quase inexistente de papel, acentos riscados mostrariam a falta de um corretor ortográfico. Desenhos, buracos provocados por uma caneta furiosa e quem sabe, até lágrimas, provariam que o parto da criança foi doloroso.

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Este parágrafo era uma parte do texto anterior que eu acabei tirando na parte da edição.

Estou sentada na cadeira. A tela branca do monitor me encara, dura. Não sei se consigo vencê-la. Melhor me preparar. Arial, 1,5 de espaçamento. Ok, tudo prontinho. Agora é só começar. Mas começar o quê?

Cada palavra é uma conquista. Sobre o que escrever? Mas qual o jeito certo? Será que essa frase ficou boa? E essa metáfora? É inteligente? Convincente? Ou melhor, talvez comovente? Será que vão entender?

O ato de escrever é natural ao ser humano. É como sexo. Do nada, vem aquela vontade. Aí, a mão entra em um ritmo louco, acompanhando o fluxo rápido do pensamento, que por sua vez acompanha as sensações e os impulsos. Tenho que escrever, escrever, escrever, vai, vai, vai, vai! Aaahhh…

De repente, o ritmo muda. Os movimentos ficam mais lentos, mais preguiçosos… as mãos não se mexem mais como se tivessem vida própria, os pensamentos não escapam mais ao controle. Não adianta forçar, o escritor já gozou. “Foi bom pra você?”. Não sei. Só vou saber mesmo na manhã seguinte, quando estiver tudo às claras. Agora é hora de dar boa noite e dormir.

Tudo é doce e salgado.

A condição humana é uma merda.

É muito chato quando você tem uma imagem construída em cima de uma coisa e, quando você vai ver, não era nada daquilo que você estava pensando.

Sábado eu fui no show do Cansei de Ser Sexy no festival Planeta Terra e me surpreendi com a apresentação da banda. Nem parecia a mesma banda de 2004/2005, quando a Lovefoxxx entrava drogada no palco, caía no chão, e você ficava com mais dó da banda do que curtia o show. Não, dessa vez eles quebraram tudo, a pista virou uma balada gigante, foi fantástico! E olha que eu só peguei duas músicas: Music is my Hot Hot Sex e Let’s Make Love and Listen Death from Above, que eu AMO.

Manja aquelas músicas que você ouve várias vezes seguidas pra ficar na cabeça? Como tipo, pra pegar o significado?? É mais ou menos como se vc quisesse que a música entrasse em você, sei lá. Pois bem… Let’s Make Love era uma música dessas pra mim. ERA.

Eu sempre pensei: “Nossa, como assim, fazer amor e ouvir a morte, que coisa doida!!”. Eu achava que tinha um significado daqueles que vc não entende mas entende, entende? Pra mim era uma poesia, pq listen death from above era algo meio nonsense… muito mais com Let’s make love antes. Pensava que eles eram fodões pq conseguiram imaginar uma frase dessas.

Mas aí, vou hj ver o dj set do Milo, e vejo que ele tocou na última festa uma banda chamada “Death from Above”. Pronto. A frase que para mim era encantada virou: vamos fazer amor e ouvir aquela musiquinha legal lá.

Merda.

Hoje uma coisa deveras bizarra aconteceu quando acordei (não, não é nada disso, safadinho).

Sempre programo o despertador para às 7h30, acordo sem sono, penso “que merda, vou trabalhar”, fico com preguiça, durmo, acordo às 8h00, penso “que merda, vou trabalhar”, e vejo que estou atrasada. Até aí, beleza, nada de diferente. Mas hoje eu acordei às 8h00 com muito sono e dormi sentada na cama. Ai acordei denovo, umas 8h15, e estava revigorada! Acontece que eu sonhei com as 7 piores profissões do mundo. Não lembro todas, mas eram naquele naipe que acaba com suas esperanças e ideais de adolescente. Tinha lixeiro, operador de telemarketing, domador de leões e por aí vai. Enfim, acordei feliz por ser assessora de imprensa, que também acaba com seus ideais mas, pelo menos, é limpinha.

Se eu pudesse escolher um dom, seria desenhar.

Até que eu não sou um caso perdido, dá pra aproveitar alguma coisa do meu traço. Mas falta alma. Falta alma em tudo que faço.